Chácara da Floresta - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Numa tarde abafada de 31 de agosto de 1924, o Estádio Parque Antártica foi palco de um embate memorável pelo Campeonato Paulista. A tradicional Portuguesa, com sua camisa rubro-verde e já consolidada, enfrentava o emergente Clube Atlético Brás, uma equipe vibrante que começava a escrever sua história no cenário paulista. Era mais que um jogo; era o encontro da experiência com a audácia de um novato ambicioso.

A Lusa, liderada pelo maestro Correa, abriu o placar ainda no primeiro tempo com um gol de Machado, que aproveitou um rebote na área. A torcida lusitana explodiu em festa, prevendo uma vitória tranquila. No entanto, o Brás, impulsionado por sua garra e o talento do jovem Toninho, não se rendeu. Em uma jogada surpreendente, Toninho driblou dois defensores e igualou o marcador, levando a incipiente "tifoseria" do Brás ao delírio.

O segundo tempo foi um festival de emoções. A Portuguesa voltou à frente com um golaço de Correa, um chute indefensável de fora da área, parecendo o golpe final. Mas a persistência do Brás foi recompensada. Em um escanteio cobrado nos minutos finais, a bola resvalou na zaga e encontrou o pé de um atacante brasinense para um empate dramático, selando o 2 a 2. Um ponto valioso para o Brás, que mostrou sua força, e um tropeço agridoce para a Lusa, que viu a vitória escapar, mas protagonizou um dos confrontos mais vibrantes daquele Paulista.