Ulrico Mursa - Santos, SP
Sobre a Partida
Na tarde abafada de 13 de abril de 1941, o Estádio da Rua Major Gama, em Santos, fervilhava. O Hespanha, orgulho da baixada, recebia o temível Palestra Itália-SP em uma partida crucial pelo Campeonato Paulista. O clima de rivalidade entre capital e litoral eletrificava o ar, amplificado pela ascensão do alviverde da capital, que contava com lendas como o jovem goleiro Oberdan Cattani e o argentino Echevarrieta, artilheiro nato.
A peleja foi um embate de estilos e paixões. O Palestra, com sua constelação de craques como Waldemar Fiume orquestrando o meio-campo e Lima desferindo ataques, parecia pronto para impor sua hegemonia. No entanto, o Hespanha, aguerrido e com o apoio ensurdecedor de sua torcida, resistia bravamente. Aos 28 minutos do primeiro tempo, um momento de genialidade do atacante Poti fez a rede balançar para o Hespanha, levando o estádio ao delírio e deixando a vantagem para os donos da casa.
O segundo tempo viu um Palestra Itália mais incisivo, buscando o empate a todo custo. Echevarrieta, sempre oportunista, aproveitou uma brecha na defesa santista para igualar o marcador aos 25 minutos. Oberdan, com defesas providenciais, garantia que o Palestra não seria surpreendido. O placar de 1 a 1, com lances dramáticos até o apito final, refletia a bravura do Hespanha e a força do Palestra. Um ponto valioso para os santistas, que calaram, ao menos por um dia, a metrópole, em um jogo que prenunciava a mudança de identidade do Hespanha, que logo se tornaria Jabaquara, mas que naquele domingo ensolarado, lutou com a alma de um gigante.
A peleja foi um embate de estilos e paixões. O Palestra, com sua constelação de craques como Waldemar Fiume orquestrando o meio-campo e Lima desferindo ataques, parecia pronto para impor sua hegemonia. No entanto, o Hespanha, aguerrido e com o apoio ensurdecedor de sua torcida, resistia bravamente. Aos 28 minutos do primeiro tempo, um momento de genialidade do atacante Poti fez a rede balançar para o Hespanha, levando o estádio ao delírio e deixando a vantagem para os donos da casa.
O segundo tempo viu um Palestra Itália mais incisivo, buscando o empate a todo custo. Echevarrieta, sempre oportunista, aproveitou uma brecha na defesa santista para igualar o marcador aos 25 minutos. Oberdan, com defesas providenciais, garantia que o Palestra não seria surpreendido. O placar de 1 a 1, com lances dramáticos até o apito final, refletia a bravura do Hespanha e a força do Palestra. Um ponto valioso para os santistas, que calaram, ao menos por um dia, a metrópole, em um jogo que prenunciava a mudança de identidade do Hespanha, que logo se tornaria Jabaquara, mas que naquele domingo ensolarado, lutou com a alma de um gigante.