Parque São Jorge - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Era um domingo, 1º de junho de 1941, e o Parque São Jorge pulsava. Pelo Campeonato Paulista, Corinthians e Santos entravam em campo, mas o que estava por vir seria um espetáculo de domínio alvinegro que ecoaria por décadas. Naquele ano, o Timão marchava rumo a mais um título, e o Peixe, ainda sem a glória de anos futuros, tentava resistir. Mas não houve resistência. Sob a batuta do técnico Carlos de Campos, o Corinthians desfilou um futebol avassalador, liderado por seus craques imortais. Teleco, o centroavante letal, estava em dia inspirado, marcando quatro gols com sua precisão cirúrgica e oportunismo nato, desmantelando a defesa santista a cada investida. Servílio, o 'Bailarino da Fazendinha', não ficava atrás, brindando a torcida com três tentos de pura arte, dribles desconcertantes e conclusões impecáveis. Aos gritos de 'Vai, Corinthians!', a torcida via o time jogar leve, com maestria, enquanto Brandão e Zezé ditavam o ritmo lá atrás e no meio. O apito final do árbitro Antônio Cléscio selou o impiedoso 7 a 0, um resultado que não apenas colocou o Corinthians na rota do campeonato, mas também gravou um dos maiores 'bailes' da história do clássico, eternizando a tarde de Teleco e Servílio no imaginário corintiano e deixando um amargo aprendizado para o Alvinegro praiano.