Rua Javari - São Paulo, SP
Sobre a Partida
Em um domingo de outono, 1º de abril de 1945, enquanto os ecos da guerra mundial ainda reverberavam no Atlântico, o futebol paulista fervilhava com a paixão de sempre. No gramado do Pacaembu, sob um sol convidativo, Comercial (da Capital) e São Paulo Railway (SPR) protagonizaram um embate do Campeonato Paulista que se mostraria surpreendente. Os rubro-negros do Comercial, liderados pela garra de Nena na defesa e a astúcia de Válter no ataque, buscavam impor-se em casa. Mas foi o alviverde da SPR, com sua tradição ferroviária e a velocidade de seus pontas, que ditou o ritmo inicial.
Logo aos 15 minutos, Sarno, o talentoso centroavante da SPR, aproveitou um rebote na área e fuzilou o goleiro adversário, abrindo o placar e silenciando a torcida mandante. O Comercial tentou reagir, com Canhotinho infernizando a defesa rival, mas a experiência do goleiro da SPR se impunha. Perto do intervalo, em um contra-ataque fulminante, Liminha (o Liminha da SPR, não confundir com outros), disparou pela direita e cruzou para China, que com um toque sutil, ampliou para 2 a 0, levando a vantagem para o vestiário.
No segundo tempo, o Comercial voltou com mais ímpeto. Aos 20 minutos, em uma jogada de pura raça, Nena avançou pela intermediária e, em um chute despretensioso, viu a bola desviar na zaga e enganar o goleiro, diminuindo para 2 a 1 e acendendo a esperança comercialina. O Pacaembu vibrava com a possibilidade da virada. No entanto, a SPR era cirúrgica. Em mais uma transição rápida, já nos minutos finais, Sarno recebeu a bola na entrada da área, driblou um zagueiro e, com um disparo cruzado, selou o placar em 3 a 1 para o São Paulo Railway. Uma vitória que não apenas somava pontos, mas afirmava a força dos ferroviários naquele vibrante Campeonato Paulista.
Logo aos 15 minutos, Sarno, o talentoso centroavante da SPR, aproveitou um rebote na área e fuzilou o goleiro adversário, abrindo o placar e silenciando a torcida mandante. O Comercial tentou reagir, com Canhotinho infernizando a defesa rival, mas a experiência do goleiro da SPR se impunha. Perto do intervalo, em um contra-ataque fulminante, Liminha (o Liminha da SPR, não confundir com outros), disparou pela direita e cruzou para China, que com um toque sutil, ampliou para 2 a 0, levando a vantagem para o vestiário.
No segundo tempo, o Comercial voltou com mais ímpeto. Aos 20 minutos, em uma jogada de pura raça, Nena avançou pela intermediária e, em um chute despretensioso, viu a bola desviar na zaga e enganar o goleiro, diminuindo para 2 a 1 e acendendo a esperança comercialina. O Pacaembu vibrava com a possibilidade da virada. No entanto, a SPR era cirúrgica. Em mais uma transição rápida, já nos minutos finais, Sarno recebeu a bola na entrada da área, driblou um zagueiro e, com um disparo cruzado, selou o placar em 3 a 1 para o São Paulo Railway. Uma vitória que não apenas somava pontos, mas afirmava a força dos ferroviários naquele vibrante Campeonato Paulista.