Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Pacaembu, 6 de maio de 1945. O ar de São Paulo, ainda sob a sombra distante da Segunda Guerra Mundial, fervilhava com a rivalidade mais acirrada do futebol paulista: o Majestoso. O São Paulo, o "Rolo Compressor" que começava a forjar sua hegemonia, recebia um Corinthians sedento por interromper a ascensão tricolor. O Campeonato Paulista de 1945 entrava em sua fase mais quente, e este clássico valia muito mais que três pontos.

A tarde viu um embate de tirar o fôlego. O Corinthians, com a fibra de Brandão e a recém-chegada estrela Cláudio, abriu o placar com Cláudio e, logo depois, Nenê ampliou, calando o Pacaembu e fazendo tremer a estrutura tricolor. Mas o São Paulo de Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", não se curvaria. Com sua agilidade e faro de gol inigualáveis, Leônidas iniciou a reação, marcando um gol que incendiou a torcida. O maestro Sastre orquestrava o meio-campo, e a pressão tricolor aumentava.

No segundo tempo, a magia de Leônidas brilhou novamente, e o artilheiro implacável empatou, levando o Pacaembu ao delírio. Com o placar em 2 a 2, a tensão era palpável. Foi então que Remo, com um lance de oportunismo e garra, marcou o gol da virada e da vitória para o São Paulo, selando um dramático 3 a 2. Um triunfo suado, que consolidava a força do São Paulo na corrida pelo título, reafirmando que o Rolo Compressor estava a todo vapor.