Pacaembu - São Paulo, SP
Sobre a Partida
10 de junho de 1945. Sob um céu de junho que prometia mais do que apenas chuva, o Estádio Municipal do Pacaembu pulsava, um caldeirão onde a recente mudança de nome do Palmeiras, antes Palestra Itália, acirrava ainda mais a chama do Dérbi Paulista. O mundo ensaiava a paz, mas em São Paulo, Palmeiras e Corinthians travavam sua própria guerra particular pelo Campeonato Paulista.
Desde o apito inicial, a tensão era palpável. O Corinthians, com a juventude e a letalidade de Baltazar, que começava a forjar sua lenda de 'Cabecinha de Ouro', e a experiência de Servílio, conseguiu balançar as redes. Servílio abriu o placar aos 31 minutos, e Baltazar ampliou para a Fiel aos 63. Mas a fibra alviverde era inabalável. Com o gigante Oberdan Cattani fechando o gol e a inteligência de Waldemar Fiume no meio-campo, o Palmeiras não tardou a responder.
O experiente Romeu Pellicciari, que retornava ao clube, demonstrou sua classe para diminuir o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, em um lance de astúcia. Na segunda etapa, o 'Canhotinho' brilhou com sua velocidade, encontrando o caminho para o gol aos 74 minutos e acendendo a esperança palestrina, empatando a partida. Foi um embate sem trégua, cada gol um golpe, cada defesa um suspiro coletivo. O 2 a 2 final selou um empate com sabor agridoce, um testemunho da paixão e da qualidade que tornaram aquele Campeonato Paulista de 1945 inesquecível, um clássico eterno na rica tapeçaria do futebol paulista.
Desde o apito inicial, a tensão era palpável. O Corinthians, com a juventude e a letalidade de Baltazar, que começava a forjar sua lenda de 'Cabecinha de Ouro', e a experiência de Servílio, conseguiu balançar as redes. Servílio abriu o placar aos 31 minutos, e Baltazar ampliou para a Fiel aos 63. Mas a fibra alviverde era inabalável. Com o gigante Oberdan Cattani fechando o gol e a inteligência de Waldemar Fiume no meio-campo, o Palmeiras não tardou a responder.
O experiente Romeu Pellicciari, que retornava ao clube, demonstrou sua classe para diminuir o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, em um lance de astúcia. Na segunda etapa, o 'Canhotinho' brilhou com sua velocidade, encontrando o caminho para o gol aos 74 minutos e acendendo a esperança palestrina, empatando a partida. Foi um embate sem trégua, cada gol um golpe, cada defesa um suspiro coletivo. O 2 a 2 final selou um empate com sabor agridoce, um testemunho da paixão e da qualidade que tornaram aquele Campeonato Paulista de 1945 inesquecível, um clássico eterno na rica tapeçaria do futebol paulista.