Ulrico Mursa - Santos, SP

Sobre a Partida

A atmosfera em Santos, naquele domingo, 8 de julho de 1945, era eletrizante. A Segunda Guerra Mundial chegava ao seu fim, mas nos campos brasileiros, a batalha pelo Campeonato Paulista incendiava as arquibancadas. O Estádio Ulrico Mursa, casa da Portuguesa Santista, fervia para o Clássico das Praias contra o arquirrival Santos. A Briosa, sedenta por uma vitória que a alçasse na tabela, enfrentava um Peixe que, apesar de ainda não ser a máquina avassaladora do futuro, já ostentava um time respeitável.

O jogo começou com intensidade. A Portuguesa, empurrada pela torcida vibrante, tentava impor seu ritmo, mas esbarrava na sólida defesa santista. No entanto, a magia do Peixe não tardaria a aparecer. O lendário Antoninho, camisa 10 e cérebro da equipe, desequilibrou, abrindo o placar com sua visão de jogo e faro de gol, calando momentaneamente a torcida rubro-verde. A Briosa lutou, com nomes como Granja e Nena buscando o empate, mas o ataque santista era mais incisivo. O golpe final veio dos pés de Gradim, que ampliou para 2 a 0, selando a vitória do alvinegro praiano. Uma exibição de força e estratégia do Santos, que deixou a Portuguesa Santista com o sabor amargo da derrota em seu próprio quintal.