Moisés Lucarelli - Campinas, SP
Sobre a Partida
No calor abafado de 7 de fevereiro de 1954, o Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, fervia não só pela temperatura, mas pela paixão que emanava das arquibancadas. Pela reta final do Campeonato Paulista de 1953, a tradicional Ponte Preta recebia o aguerrido XV de Piracicaba, em um embate que valia mais do que pontos: valia a supremacia do interior. Não era um clássico, mas a rivalidade regional era palpável e eletrizava o ambiente.
O XV, com a ousadia característica de seus atacantes como Gatão e Nardo, não se intimidou. Nardo, num lance de puro oportunismo após um rebote do goleiro da Macaca, calou a torcida alvinegra ao abrir o placar para os piracicabanos ainda no primeiro tempo, explorando uma falha defensiva. A Macaca sentiu o golpe, mas a garra dos seus comandantes, como o incansável meio-campo Vicente e a velocidade de Osvaldo, impulsionou a reação.
No segundo tempo, a Ponte voltou transfigurada. Aos quinze minutos, após uma jogada envolvente pela direita, a bola encontrou Ciasca, que com frieza exemplar, empurrou para o fundo das redes, incendiando o Majestoso. O empate era pouco para os campineiros. Em uma pressão avassaladora nos minutos finais, coube ao artilheiro Dicão, após um cruzamento açucarado, testar firme e virar o jogo para a Ponte Preta. O apito final do árbitro selou uma vitória suada por 2 a 1, um triunfo da raça e da alma pontepretana, que fez o "Majestoso" vibrar em pura euforia.
O XV, com a ousadia característica de seus atacantes como Gatão e Nardo, não se intimidou. Nardo, num lance de puro oportunismo após um rebote do goleiro da Macaca, calou a torcida alvinegra ao abrir o placar para os piracicabanos ainda no primeiro tempo, explorando uma falha defensiva. A Macaca sentiu o golpe, mas a garra dos seus comandantes, como o incansável meio-campo Vicente e a velocidade de Osvaldo, impulsionou a reação.
No segundo tempo, a Ponte voltou transfigurada. Aos quinze minutos, após uma jogada envolvente pela direita, a bola encontrou Ciasca, que com frieza exemplar, empurrou para o fundo das redes, incendiando o Majestoso. O empate era pouco para os campineiros. Em uma pressão avassaladora nos minutos finais, coube ao artilheiro Dicão, após um cruzamento açucarado, testar firme e virar o jogo para a Ponte Preta. O apito final do árbitro selou uma vitória suada por 2 a 1, um triunfo da raça e da alma pontepretana, que fez o "Majestoso" vibrar em pura euforia.