Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Em 30 de agosto de 1961, o Estádio do Pacaembu fervia em São Paulo para um dos clássicos mais aguardados do Campeonato Paulista. De um lado, a Portuguesa de Desportos, com sua camisa rubro-verde e a tradição do futebol arte. Do outro, o Palmeiras, a "Primeira Academia", um esquadrão de craques. A rivalidade, como sempre, estava à flor da pele, com ambas as equipes buscando consolidar suas posições na tabela em um Paulistão disputadíssimo.

A Lusa, mandante no confronto, abriu o placar. O incansável atacante Nena, sempre à espreita, aproveitou um rebote na área e, com um toque preciso, superou o goleiro Valdir de Moraes, levando a torcida rubro-verde ao delírio. O gol incendiou o Pacaembu e a Portuguesa, embalada, tentava ampliar, com Odair infernizando a zaga alviverde.

Contudo, a resposta palmeirense não tardou. Com a maestria de Chinesinho e a experiência de Djalma Santos ditando o ritmo, o Palmeiras pressionou. Numa jogada característica do ponta-direita Julinho Botelho, o craque recebeu a bola pela direita, driblou seu marcador e desferiu um chute potente e certeiro, que estufou as redes de Félix, empatando a partida e calando momentaneamente a festa lusitana.

O segundo tempo foi uma batalha tática e física. Lances ríspidos, dribles desconcertantes e as investidas de Vavá pelo Verdão mantiveram a emoção. As defesas se destacaram, com ambas as equipes resistindo bravamente. Ao final dos 90 minutos, o placar de 1 a 1 selou um embate digno da história do futebol paulista. Um ponto para cada, que deixava um gosto agridoce, mas a certeza de que a disputa pelo título seria ferrenha.