Benedito Meirelles - Guaratinguetá, SP

Sobre a Partida

O Estádio Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá, ferveu em 17 de setembro de 1961 para um clássico que entraria para a história do Campeonato Paulista. De um lado, a Esportiva Guaratinguetá, impulsionada por sua torcida fanática. Do outro, o Taubaté, o tradicional Burro da Central, vindo da cidade vizinha para roubar pontos preciosos. A rivalidade do Vale do Paraíba era a tônica de um duelo onde cada bola dividida era um embate de honra. A Esportiva começou avassaladora. Com o ponteiro Frazão infernizando a defesa taubateana, o Guará abriu o placar com Zé Carlos, levando a massa ao delírio. Mas a resposta do Burro não tardou. Neca, o artilheiro do Taubaté, aproveitou uma falha da zaga mandante e empatou o jogo, calando momentaneamente o estádio. O segundo tempo foi um festival de emoções. O Taubaté virou com Gatão, mas a Esportiva buscou o empate com Vavá. Quando Pingo, do Taubaté, marcou o terceiro em um contra-ataque fulminante, parecia que a vitória seria dos visitantes. Mas o Guará não se entregava. Aos 44 minutos do segundo tempo, em uma jogada de pura raça, Dorival, o meio-campista que ditava o ritmo da Esportiva, aproveitou um rebote e chutou forte para o fundo das redes, selando um emocionante 3 a 3. Um empate com sabor de vitória para a Esportiva, e uma lição de que, no clássico, o apito final é quem decide.