Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Era um sábado de primavera, 4 de novembro de 1961, e o Estádio Parque Antártica fervilhava. O Campeonato Paulista entrava em sua reta final, e cada ponto era ouro para o Palmeiras, então na briga ferrenha pelo título com o Santos de Pelé. Pela frente, o aguerrido Juventus, o “Moleque Travesso”, que sempre vendia caro suas derrotas, prometendo uma tarde de emoções à torcida alviverde.

O jogo começou elétrico. O Palmeiras, comandado pela genialidade de Chinesinho no meio-campo e pela liderança de Djalma Santos na zaga, pressionava. Aos 20 minutos, o artilheiro Vavá, o “Leão”, não perdoou e abriu o placar. Não demorou para Djalma Santos, com sua elegância habitual, converter um pênalti rigoroso, ampliando para 2 a 0. A máquina palmeirense parecia imparável.

Contudo, o Juventus, conhecido por sua fibra, reagiu. Cândido, ainda no primeiro tempo, diminuiu com um chute forte. No segundo tempo, em um lance de desatenção da defesa alviverde, Canhoto aproveitou um rebote e empatou para 2 a 2, silenciando o estádio. O drama se instalava!

Mas a “Primeira Academia” mostrou por que era temida. Impulsionado por Julinho Botelho e Zequinha, o Palmeiras voltou a pressionar. Romeiro recolocou o Verdão na frente, e no apagar das luzes, um contra-ataque letal terminou nos pés de Gildo, que sacramentou o 4 a 2. Uma vitória suada, mas crucial, que mantinha o sonho do título paulista vivo para o Palestra.