Mário Alves de Mendonça - São José do Rio Preto, SP

Sobre a Partida

Em 29 de agosto de 1965, um domingo de sol intenso, o interior paulista fervilhava com a expectativa de um confronto que prometia garra e emoção no Estádio Mário Alves Mendonça, em São José do Rio Preto. O América-SP, conhecido por sua fibra e por ser um adversário difícil em seus domínios, recebia o Palmeiras, que àquela altura já consolidava sua lendária "Primeira Academia", recheada de craques. A torcida local, apaixonada, preenchia as arquibancadas, buscando impulsionar o Rubro contra o poderoso Alviverde.

O Palmeiras, sob a batuta de Ademir da Guia no meio-campo e a segurança de Djalma Santos na lateral, tentava impor seu ritmo, mas encontrava um América-SP bem postado defensivamente, que não se intimidava com os nomes de peso como Vavá e Servílio no ataque palmeirense. O primeiro tempo foi de embates físicos e chances perdidas, com o goleiro Valdir de Moraes, do Palmeiras, também sendo testado, mantendo o placar inalterado.

A persistência alviverde, contudo, seria recompensada na segunda etapa. Em uma jogada de pura genialidade, Ademir da Guia, o Divino, orquestrou um ataque fulminante. Com um passe preciso, ele serviu Servílio, que, aproveitando-se de uma brecha na zaga americana, finalizou com maestria no canto, sem chances para o arqueiro local. O gol, um balde de água fria na torcida mandante, selou a vantagem. Nos minutos finais, o América-SP lançou-se ao ataque com bravura, mas a defesa palmeirense, liderada por Djalma Dias e a incansável marcação de Dudu, segurou o resultado. O apito final confirmou a vitória magra por 1 a 0, um passo importante para o Palmeiras rumo ao título paulista daquele ano, mas também um atestado da dignidade e resistência do valente América-SP.