Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Em 29 de agosto de 1965, o Estádio do Pacaembu testemunhou mais um capítulo ardente da rivalidade que eletrizava o futebol brasileiro: Corinthians contra o invencível Santos de Pelé. Sob o sol de São Paulo, o ar respirava a esperança corintiana de quebrar o tabu, mas também a aura de genialidade que cercava o Alvinegro Praiano, à época a maior máquina de futebol do mundo. O Peixe, em sua fase dourada, não demorou a mostrar sua força. Pelé, com a majestade de sempre, orquestrava as jogadas. Um gol de Coutinho, o parceiro ideal do Rei, abriu o placar, e Pepe, com seu chute potente, ampliou, calando a Fiel por alguns instantes. Mas o Corinthians, impulsionado por sua torcida e pela raça de jogadores como Flávio Minuano, o "Tanque", não se entregou e descontou, acendendo a chama da reação. O segundo tempo foi um festival de emoções. Pelé, inevitavelmente, deixou sua marca, e o Santos parecia caminhar para uma vitória tranquila. No entanto, o Alvinegro do Parque São Jorge buscou fôlego. Gols de Geraldo Scalera e de um jovem Rivellino, que começava a despontar, levaram o placar para um eletrizante 3 a 3. A Fiel explodia em esperança, sonhando com o milagre. Mas, em um jogo onde Pelé estava em campo, o script costumava ter um final "real". Em um lance de pura magia, o Rei coroou a tarde com seu segundo gol, o quarto do Santos, selando o placar de 4 a 3. A vitória santista, mais uma vez, confirmava a hegemonia e deixava o Corinthians com o sabor amargo, porém honroso, de ter lutado bravamente contra a lenda viva.