Morumbi - São Paulo, SP
Sobre a Partida
No crepúsculo de um Campeonato Paulista de 1965 que prometia emoções até o fim, o Estádio do Pacaembu foi palco de um embate tenso em 4 de dezembro. O São Paulo Futebol Clube, em busca de consolidar sua campanha, recebia a aguerrida Ferroviária de Araraquara, a "Guerreira Grená", sempre um adversário indigesto longe de seus domínios. Era um duelo de estratégias e nervos à flor da pele. O Tricolor contava com a classe do zagueiro Roberto Dias, um pilar na defesa, e a esperança ofensiva de atletas como Prado. A Locomotiva, por sua vez, apostava em sua organização tática e na garra de jogadores como o goleiro Toninho e o lateral Dudu. O primeiro tempo foi um tabuleiro de xadrez, com ambas as equipes se estudando, e as chances de gol surgindo a conta-gotas. A tônica era a marcação forte, transformando cada disputa de bola no meio-campo em uma batalha. Foi preciso um lampejo de individualidade para romper o placar. Aos 34 minutos do segundo tempo, o meia Benê do São Paulo, com um arremate certeiro que encontrou as redes de Toninho, levou a torcida tricolor ao delírio. Um gol salvador, que premiou a persistência paulista. A vantagem mínima não acalmou os ânimos. A Ferroviária, com o seu espírito indomável, partiu para cima em busca do empate nos minutos finais, testando o goleiro Suli e a linha defensiva tricolor. Mas a muralha comandada por Roberto Dias resistiu bravamente. Ao apito final, o placar de 1 a 0 cravava uma vitória suada para o São Paulo, que garantia pontos preciosos e mantinha viva a chama de suas aspirações no Campeonato Paulista, deixando para trás mais uma Ferroviária que lutou até o último instante.