Palestra Itália - São Paulo, SP

Sobre a Partida

12 de dezembro de 1965. O Estádio do Pacaembu, em São Paulo, testemunharia um dos capítulos mais lendários do futebol brasileiro. Não era apenas um clássico entre Palmeiras e Santos; era a final do Campeonato Paulista, um duelo com contornos épicos. De um lado, o Santos de Pelé, Coutinho e Pepe, a máquina quase invencível que assombrava o mundo. Do outro, o Palmeiras, conhecido como ‘Academia’, faminto por quebrar a hegemonia alvinegra e coroar uma campanha memorável.

O contexto era eletrizante: o Palmeiras havia topado um desafio da CBD para representar a Seleção Brasileira contra o Uruguai, vestindo a camisa amarelinha. Contudo, o destino quis que a decisão do Paulistão caísse no mesmo dia. A diretoria palmeirense não hesitou: priorizaria o título estadual. O ‘Arrancada Heroica’ começou com o apito inicial. Com Ademir da Guia orquestrando o meio-campo e Dudu incansável na marcação, o Palmeiras impôs um ritmo avassalador. O Santos, visivelmente atordoado, não conseguia se encontrar.

Os gols vieram em cascata, transformando o sonho palmeirense em realidade. Tupãzinho abriu o placar, seguido pela maestria de Ademir da Guia, que ampliou a vantagem. Dudu, o ‘motor’ do time, marcou o terceiro ainda no primeiro tempo, levando o Pacaembu ao delírio. Na etapa final, a ‘Academia’ não tirou o pé do acelerador. Tupãzinho fez o quarto, e Rinaldo, com sua velocidade e oportunismo, selou a goleada histórica: um impressionante 5 a 0. Pelé e seus companheiros assistiam impotentes à consagração de uma das maiores equipes palmeirenses, que com essa vitória épica, ergueu o troféu e cravou seu nome na história, consolidando o apelido de ‘Academia’.