Sobre a Partida
Em 3 de dezembro de 1967, o majestoso Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pulsava com quase 20 mil almas. O Campeonato Paulista presenciava um embate clássico: o Guarani, com sua garra característica, recebia o Santos de Pelé, o time mais temido do planeta. Era o Bugre contra o Rei e sua corte, que incluía lendas como Coutinho, Gylmar e Carlos Alberto Torres. A tensão era palpável. O Santos, que viria a ser o campeão daquele ano, não queria tropeçar, mas o Bugre se mostrava um adversário astuto, com jogadores como Ladeira e Jair. O jogo era intenso, com lances de pura magia de Pelé, mas a defesa bugrina resistia bravamente. No segundo tempo, a genialidade santista se fez presente: Pelé, com sua habilidade inigualável, abriu o placar, calando momentaneamente a torcida local. Parecia que o Santos levaria mais uma vitória para a Vila Belmiro. No entanto, o Guarani não se entregou. Impulsionado por sua torcida fervorosa, o Bugre buscou o empate. Em uma jogada de pura insistência e oportunismo, o atacante Ladeira encontrou as redes, explodindo o Brinco de Ouro em um delírio. O gol de Ladeira não era apenas um empate, era uma declaração: o Guarani não se intimidava diante do gigante. O placar de 1 a 1 ao apito final foi um reflexo da batalha campal. O Santos, mesmo dominante, teve de suar sangue para arrancar um ponto, enquanto o Guarani celebrava um resultado heroico contra a maior equipe daquela era, um feito digno de registro na história do futebol.