Pacaembu - São Paulo, SP
Sobre a Partida
No mítico gramado do Pacaembu, em 18 de março de 1973, o Campeonato Paulista pulsava com a intensidade de uma rivalidade histórica. De um lado, o Corinthians, carregando o peso da "fila" de títulos, via em cada jogo uma batalha para apaziguar sua fervorosa torcida. No outro flanco, a Portuguesa, a Lusa do Canindé, sempre forte e capaz de aprontar surpresas, vinha com a confiança de um time bem montado e jogadores talentosos. A tensão era palpável. O craque Rivellino, com sua classe inconfundível e o chute potente, tentava orquestrar as jogadas alvinegras, enquanto a Portuguesa respondia com a velocidade e o talento do jovem Enéas, um prodígio que já roubava a cena. O jogo se desenhava como uma verdadeira "pelada" de domingo, com lances ríspidos e muita disputa no meio-campo, onde Basílio e Zé Maria travavam duelos incessantes. Aos 25 minutos do segundo tempo, o Pacaembu explodiu! Após uma jogada insistente pela direita, a bola sobrou limpa para o artilheiro Vaguinho. Com a frieza de um matador, ele não perdoou e empurrou para o fundo das redes, abrindo o placar para o Corinthians. A Lusa tentou reagir, com Wilsinho e Enéas buscando o empate, mas a defesa corintiana, liderada pela raça de Zé Maria e a segurança de Ado no gol, se segurou bravamente até o apito final. A vitória magra, por 1 a 0, era um sopro de esperança na longa e sofrida caminhada alvinegra.