Moisés Lucarelli - Campinas, SP
Sobre a Partida
No fundo da memória do futebol paulista, ecoam confrontos onde a técnica e a garra do interior se chocavam com a paixão de suas torcidas. O dia 1º de abril de 1973 não foi exceção. Numa tarde abafada, o gramado do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, tornou-se palco de uma batalha tática pelo Campeonato Paulista. A Macaca, Ponte Preta, recebia o aguerrido Esporte Clube São Bento de Sorocaba, em um duelo que, apesar do placar, esteve longe de ser monótono.
A Ponte, impulsionada pela magia do jovem Dicá no meio-campo, orquestrava as investidas, buscando furar o bloqueio sorocabano. Tuta, com seu faro de gol, por pouco não abriu o marcador no primeiro tempo, quando um chute rasteiro beijou a trave e fez a nação alvinegra soltar um suspiro coletivo de frustração. Do outro lado, o São Bento, conhecido pela sua solidez e disciplina tática, respondia com perigosos contra-ataques, com o vigoroso Paraná e o ágil Zé Carlos aterrorizando a defesa pontepretana, exigindo grandes intervenções do goleiro da casa.
A segunda etapa intensificou a dramaticidade. A Ponte, empurrada pela sua torcida vibrante, cercou a área adversária, mas a zaga do São Bento, em tarde inspirada, se desdobrava em cortes providenciais e desarmes precisos. Em um dos lances mais emblemáticos, um cabeceio fulminante de Tuta, que já parecia destinado às redes, foi heroicamente tirado sobre a linha por um defensor sorocabano, num lance que tirou o fôlego de todos. O zero a zero teimou em persistir, um ponto valioso para o São Bento que segurou o ímpeto da Macaca em Campinas, e um gosto amargo para a Ponte, que sentia que merecia mais diante de seus domínios. Um confronto clássico do interior, marcado pela intensidade e pela ausência de gols.
A Ponte, impulsionada pela magia do jovem Dicá no meio-campo, orquestrava as investidas, buscando furar o bloqueio sorocabano. Tuta, com seu faro de gol, por pouco não abriu o marcador no primeiro tempo, quando um chute rasteiro beijou a trave e fez a nação alvinegra soltar um suspiro coletivo de frustração. Do outro lado, o São Bento, conhecido pela sua solidez e disciplina tática, respondia com perigosos contra-ataques, com o vigoroso Paraná e o ágil Zé Carlos aterrorizando a defesa pontepretana, exigindo grandes intervenções do goleiro da casa.
A segunda etapa intensificou a dramaticidade. A Ponte, empurrada pela sua torcida vibrante, cercou a área adversária, mas a zaga do São Bento, em tarde inspirada, se desdobrava em cortes providenciais e desarmes precisos. Em um dos lances mais emblemáticos, um cabeceio fulminante de Tuta, que já parecia destinado às redes, foi heroicamente tirado sobre a linha por um defensor sorocabano, num lance que tirou o fôlego de todos. O zero a zero teimou em persistir, um ponto valioso para o São Bento que segurou o ímpeto da Macaca em Campinas, e um gosto amargo para a Ponte, que sentia que merecia mais diante de seus domínios. Um confronto clássico do interior, marcado pela intensidade e pela ausência de gols.