Walter Ribeiro - Sorocaba, SP
Sobre a Partida
Na tarde abafada de 29 de abril de 1973, o Estádio Walter Ribeiro, o icônico CIC de Sorocaba, pulsava com a expectativa de mais um embate pelo Campeonato Paulista. De um lado, o São Bento, valente e tradicional força do interior; do outro, a aguerrida Ferroviária de Araraquara, que sempre impunha respeito. Não era um clássico regional no sentido estrito, mas a rivalidade entre os clubes do interior paulista era visceral, com cada ponto valendo ouro na disputa acirrada por um lugar de destaque no cenário estadual.
O jogo começou com o ímpeto característico da era. Meio-campo disputado, bolas longas e a tática da marcação individual ditando o ritmo. O São Bento, comandado pela experiência do goleiro Raul e pela visão de jogo do meio-campista Picolé, tentava furar o bloqueio grená. A Ferroviária, com a velocidade de Piter e a combatividade de Dudu no meio, respondia nos contra-ataques, testando a defesa sorocabana.
A torcida beneditina, incansável, empurrava seu time. Aos 28 minutos do segundo tempo, o grito entalado ecoou. Após uma jogada envolvente pela direita, o talentoso Zé Carlos cruzou rasteiro. A bola encontrou Dema, o artilheiro, que, com faro apurado, antecipou-se à zaga e tocou para o fundo das redes de Rubens: 1 a 0 para o Azulão! O CIC explodiu. A Ferroviária, com Fio e Pichu tentando organizar a reação, apertou nos minutos finais, mas a muralha montada por Jair e Luiz Carlos era intransponível.
O apito final do árbitro selou a vitória mínima, mas gigantesca, para o São Bento. Um triunfo suado, estratégico, que solidificava a campanha sorocabana e frustrava as ambições da Locomotiva. Mais do que três pontos, era a afirmação da força do interior no coração do futebol paulista.
O jogo começou com o ímpeto característico da era. Meio-campo disputado, bolas longas e a tática da marcação individual ditando o ritmo. O São Bento, comandado pela experiência do goleiro Raul e pela visão de jogo do meio-campista Picolé, tentava furar o bloqueio grená. A Ferroviária, com a velocidade de Piter e a combatividade de Dudu no meio, respondia nos contra-ataques, testando a defesa sorocabana.
A torcida beneditina, incansável, empurrava seu time. Aos 28 minutos do segundo tempo, o grito entalado ecoou. Após uma jogada envolvente pela direita, o talentoso Zé Carlos cruzou rasteiro. A bola encontrou Dema, o artilheiro, que, com faro apurado, antecipou-se à zaga e tocou para o fundo das redes de Rubens: 1 a 0 para o Azulão! O CIC explodiu. A Ferroviária, com Fio e Pichu tentando organizar a reação, apertou nos minutos finais, mas a muralha montada por Jair e Luiz Carlos era intransponível.
O apito final do árbitro selou a vitória mínima, mas gigantesca, para o São Bento. Um triunfo suado, estratégico, que solidificava a campanha sorocabana e frustrava as ambições da Locomotiva. Mais do que três pontos, era a afirmação da força do interior no coração do futebol paulista.