Santa Cruz - Ribeirão Preto, SP

Sobre a Partida

O ano de 1973 era um calvário para o Corinthians. A 'fila' sem títulos transformava cada partida em um misto de esperança e agonia para a Fiel. Em um domingo decisivo, 15 de julho, o Pacaembu pulsava para um confronto que, embora não fosse pelo Campeonato Paulista como alguns imaginavam, era a final do prestigiado Torneio Governador do Estado de São Paulo. O adversário? Nada menos que o Botafogo carioca, um esquadrão de estrelas que cruzava a divisa para desafiar o Timão em sua casa.

De um lado, a magia do 'Patada Atômica' Rivellino, a camisa 10 e a faixa de capitão nos ombros, ladeado pelo jovem e promissor lateral Zé Maria. Do outro, o Fogão exibia o talento de Marinho Chagas, o lateral de ouro, a liderança de Carlos Roberto e o faro de gol de Fischer. A rivalidade era intensa, um clássico interestadual com cara de final.

A partida foi um duelo tático e de nervos. O Corinthians, sob o comando de Yustrich, demonstrava uma garra feroz. Aos 26 minutos do primeiro tempo, a genialidade de Rivellino irrompeu: um chute preciso que furou a defesa carioca e fez o Pacaembu explodir em êxtase. 1 a 0 para o Timão. O Botafogo tentou reagir no segundo tempo, mas esbarrava na sólida defesa corintiana. Aos 32 minutos da etapa final, a agilidade de Vaguinho se fez presente, e ele ampliou o placar, selando a vitória corintiana por 2 a 0. Aquele título, um respiro e uma promessa, mostrava que o caminho das glórias, por mais espinhoso que fosse, ainda existia.