Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Em uma tarde gélida de sábado, 28 de julho de 1973, o Estádio do Pacaembu fervilhava com a ansiedade da Fiel. O Corinthians, imerso na dolorosa "fila" de títulos, enfrentava a Ferroviária pelo Campeonato Paulista. Cada jogo era uma batalha contra o relógio e a história, e a expectativa sobre os ombros de craques como Rivellino era monumental. A Locomotiva Grená de Araraquara, sempre um adversário indigesto, prometia não facilitar.

O primeiro tempo foi um embate de nervos. A defesa da Ferroviária, bem postada, resistia às investidas alvinegras. Contudo, a genialidade não tardaria a aparecer. O 'Reizinho' Rivellino, com um de seus indefensáveis chutes de canhota, abriu o placar, explodindo o Pacaembu em festa e aliviando a tensão inicial.

No segundo tempo, a Ferroviária mostrou por que era respeitada. Em um contra-ataque rápido, o atacante Bezerra aproveitou uma falha e empatou, calando temporariamente a torcida e reacendendo os fantasmas corintianos. Mas a resposta do Timão veio em dose dupla. Primeiro, o incansável Vaguinho, oportunista como sempre, recolocou o Corinthians à frente. Em seguida, Rivellino, em mais uma exibição de gala, selou a vitória com seu segundo gol, transformando a apreensão em pura celebração. O 3 a 1 final não foi apenas uma vitória, mas mais um passo na jornada do Corinthians, carregando a esperança de um título que parecia uma miragem, mas que a cada jogo se tornava um pouco mais real.