Zezinho Magalhães - Jaú, SP

Sobre a Partida

Em um domingo morno de 7 de novembro de 1982, o Estádio Zezinho Magalhães, o popular Jauzão, fervilhava em Jaú. O Campeonato Paulista vivia sua fase crucial e o embate entre o aguerrido XV de Jaú e o tradicional Botafogo de Ribeirão Preto prometia faíscas. Não era apenas um jogo, mas um duelo de orgulhos do interior paulista, com o XV buscando provar sua força contra um Botafogo que, apesar de já não contar com a genialidade de Sócrates, ostentava um elenco respeitável e a experiência de nomes como o goleiro Wágner.

A partida começou elétrica, com o Pantera da Mogiana mostrando seu cartão de visitas. Perto dos 30 minutos do primeiro tempo, após uma trama bem urdida no meio-campo por Cica, a bola chegou aos pés do atacante Osmarzinho. Com frieza, ele driblou um zagueiro e finalizou no canto, sem chances para o goleiro do XV. O silêncio momentâneo da torcida logo deu lugar a um incentivo ainda maior, empurrando o time da casa.

Na segunda etapa, o XV de Jaú retornou com um ímpeto renovado. Aos 20 minutos, em uma jogada de pura raça, o promissor Wilson Mano, que anos depois brilharia em grandes clubes, se lançou na área após um escanteio. A bola sobrou para o zagueiro Toninho Costa, que, com um chute forte e rasteiro, balançou as redes, explodindo o Jauzão. O empate era o resultado da entrega do time jauense. Os minutos finais foram de tensão, com Wágner fazendo defesas cruciais e o XV pressionando. No apito final, o 1 a 1 refletia a batalha equilibrada, com cada equipe levando um ponto e a certeza de que a luta no Paulistão seria até o fim.