Joaquinzão - Taubaté, SP

Sobre a Partida

No outono de 1982, em um sábado morno de 13 de novembro, o Estádio Joaquim de Morais Filho, em Taubaté, fervia com a expectativa de um confronto que prometia emoção pelo Campeonato Paulista. De um lado, o valente time da casa, o Taubaté, sonhando em derrubar um gigante. Do outro, a tradicional Portuguesa de Desportos, buscando afirmar sua força na capital. Não era apenas mais um jogo; para o Burro da Central, vencer a Lusa era um grito de afirmação, enquanto para o time do Canindé, qualquer tropeço era inadmissível.

O embate começou tenso. A Lusa, liderada pela experiência do zagueiro Luís Pereira e a genialidade de Dicá no meio-campo, tentava impor seu ritmo, mas encontrava uma defesa taubateana aguerrida, com o jovem goleiro Zetti mostrando reflexos impressionantes. O Taubaté, com o incansável Nico desarmando e buscando a saída, apostava nos contra-ataques velozes.

O placar persistiu em zero a zero até a metade do segundo tempo, quando a história do jogo foi escrita. Aos 28 minutos da etapa final, em uma jogada de pura raça, o atacante Gérson recebeu um cruzamento preciso pela direita, saltou entre os zagueiros da Lusa e cabeceou forte, indefensável, para o delírio da torcida local. Um gol que valia ouro! A Portuguesa se lançou ao ataque com desespero, mas a muralha taubateana, impulsionada pela energia de sua gente, segurou o resultado até o apito final. O 1 a 0 foi um triunfo memorável, cravando o nome do Taubaté na memória do Paulistão de 1982 e deixando a Portuguesa com a amarga sensação de uma oportunidade perdida.