Walter Ribeiro - Sorocaba, SP

Sobre a Partida

Noite de uma quarta-feira de novembro de 1982, o Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pulsava sob as luzes artificiais. O Campeonato Paulista entrava em sua reta final e o São Bento, valente representante do interior, recebia a portentosa Ponte Preta, a Macaca campineira que, ano após ano, teimava em desbancar os gigantes da capital. A rivalidade era clássica: o embate de forças e ambições entre dois clubes que sonhavam alto. Ambos buscavam pontos cruciais para suas aspirações na acirrada fase do torneio. O Bentão, com sua tradicional garra, e a Macaca, com um elenco recheado de talentos como Oscar e Carlos, prometiam um espetáculo.

O jogo começou morno, com as defesas prevalecendo. Mas a qualidade técnica da Ponte não tardou a aparecer. Por volta dos 25 minutos do primeiro tempo, em uma jogada rápida pela direita, Tuta recebeu na área e, com frieza cirúrgica, estufou as redes de Rubens, abrindo o placar para a Macaca. A torcida do Bentão, contudo, não se calou, impulsionando seus guerreiros. O segundo tempo foi uma batalha. Com o maestro Gatãozinho ditando o ritmo e Ademir Mão de Monstro incansável no meio-campo, o São Bento buscou o empate. A pressão aumentou e, aos 30 minutos da etapa final, após uma bola alçada na área, o zagueiro Nenê subiu mais alto que Oscar e cabeceou firme, no contrapé do lendário goleiro Carlos, para a explosão da torcida sorocabana! O 1 a 1 refletia a garra de ambos os times. O apito final selou um empate que, para o Bentão, teve sabor de vitória, mantendo vivo o sonho de uma melhor colocação, enquanto a Ponte perdia dois pontos preciosos na corrida pelo título.