Santa Cruz - Ribeirão Preto, SP

Sobre a Partida

Ribeirão Preto, 2 de dezembro de 1982. Um calor abafado e o cheiro da cana de açúcar queimada pairavam sobre o Estádio Santa Cruz, palco de um embate crucial pelo Campeonato Paulista. O Botafogo de Ribeirão Preto, a Pantera, recebia o aguerrido Santo André em um confronto que prometia faíscas, mas que terminou em um zero a zero que deixou sabor agridoce para ambos.

Desde o apito inicial, a tônica foi a batalha no meio-campo. Osmarzinho, cérebro botafoguense, tentava ditar o ritmo, mas esbarrava na marcação implacável de Ruy Cabeção e Toninho Cajuru. O Santo André, com sua velocidade pelos flancos, assustava em contra-ataques puxados por Ademir, que aos 25 minutos do primeiro tempo, mandou uma bomba que explodiu no travessão de Cássio, goleiro do Botafogo, levantando a torcida visitante em um misto de alívio e frustração.

A Pantera respondeu no segundo tempo. Miro, o artilheiro, teve a chance de ouro. Após um cruzamento açucarado de Geraldão pela direita, o atacante subiu livre, mas sua cabeçada, caprichosamente, passou rente à trave, arrancando um 'uhhh' coletivo das arquibancadas. O placar em branco não traduziu a intensidade e as chances perdidas, reflexo de defesas bem postadas e da falta de pontaria nos momentos decisivos. O empate manteve ambos os times na luta por uma melhor posição na tabela, mas a sensação era de que faltou um toque de magia para furar o bloqueio alheio.