Sobre a Partida
No outono de 1982, um Canindé vibrante, mas sob a incerteza de uma tarde sem gols, testemunhou um embate tático digno do Campeonato Paulista. Em 4 de dezembro, a Portuguesa, buscando solidificar sua campanha na reta final da competição, recebeu o aguerrido América de São José do Rio Preto. A Lusa, comandada em campo pelo maestro Dicá e com a velocidade de Éverton e Levir Culpi pela lateral, sabia da importância de cada ponto. Do outro lado, o "Diabo Rubro" de Rio Preto, com a juventude de Cuca no ataque e a solidez de Toninho Almeida na defesa, prometia resistência.
O placar final de 0 a 0 não reflete a intensidade da partida. Foi um jogo de nervos à flor da pele, com as defesas prevalecendo sobre os ataques inspirados. A torcida lusitana chegou a prender o grito na garganta em pelo menos duas ocasiões: num chute venenoso de Dicá que raspou a trave de Dorinho e numa cabeçada de Célio que exigiu milagre do goleiro americano. Por sua vez, a Lusa contou com a segurança de Zé Carlos para frear as investidas rápidas de Cuca e Lela, que por pouco não abriram o marcador em contra-ataques fulminantes. O jogo seguiu travado no meio-campo, um xadrez que nenhuma equipe conseguiu desequilibrar. Ao apito final, o zero a zero permaneceu, um ponto suado para o América, um lamento silencioso para a Portuguesa, que via o sonho de brigar mais acima na tabela ficar um pouco mais distante naquele sábado paulista.
O placar final de 0 a 0 não reflete a intensidade da partida. Foi um jogo de nervos à flor da pele, com as defesas prevalecendo sobre os ataques inspirados. A torcida lusitana chegou a prender o grito na garganta em pelo menos duas ocasiões: num chute venenoso de Dicá que raspou a trave de Dorinho e numa cabeçada de Célio que exigiu milagre do goleiro americano. Por sua vez, a Lusa contou com a segurança de Zé Carlos para frear as investidas rápidas de Cuca e Lela, que por pouco não abriram o marcador em contra-ataques fulminantes. O jogo seguiu travado no meio-campo, um xadrez que nenhuma equipe conseguiu desequilibrar. Ao apito final, o zero a zero permaneceu, um ponto suado para o América, um lamento silencioso para a Portuguesa, que via o sonho de brigar mais acima na tabela ficar um pouco mais distante naquele sábado paulista.