José Lancha Filho - Franca, SP

Sobre a Partida

Em um domingo quente na ensolarada Franca, o Estádio Doutor José Lancha Filho, o popular Lanchão, foi palco de um confronto tenso pelo Campeonato Paulista de 1982. A modesta Francana, a aguerrida Veterana, recebia a imponente Ponte Preta, a Macaca campineira, com a esperança de somar pontos cruciais. Para a Francana, cada ponto era ouro na luta para se manter dignamente na elite; para a Ponte, sob a batuta de seu maestro eterno, Dicá, a busca era por uma posição mais confortável na tabela final.

O placar final de 0 a 0 não reflete a batalha travada em campo. Foi um jogo de xadrez, de defesas sólidas e ataques que esbarraram em atuações inspiradas. O goleiro Carlos, da Ponte, precisou se esticar para espalmar uma cabeçada perigosa de Wilsinho, o centroavante da Francana, que por pouco não explodiu as arquibancadas esmeraldinas. Do outro lado, Dicá, com sua visão privilegiada, lançou Marco Aurélio na área, que finalizou com força, mas viu o goleiro local realizar uma defesa milagrosa, arrancando aplausos de ambas as torcidas.

O meio-campo foi um campo de guerra, com Osmar e Zé Mário, da Ponte, travando duelos incessantes contra os incansáveis volantes da Francana. Os zagueiros Tuta (Ponte) e o veterano Toninho (Francana) garantiram a segurança de suas metas. Um ponto amargo para a Ponte, mas um ponto suado e valoroso para a Francana, que manteve sua invencibilidade em casa contra um adversário tradicional. O apito final selou o empate sem gols, mas deixou a certeza de que a entrega e a paixão não faltaram naquele memorável domingo paulista.