Walter Ribeiro - Sorocaba, SP
Sobre a Partida
O cheiro de terra molhada e a fumaça dos charutos pairavam sobre o Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, na noite de 22 de maio de 1985. O Campeonato Paulista, sempre um palco de dramas e paixões, colocava frente a frente o aguerrido São Bento e o tradicional Comercial de Ribeirão Preto. Não era um clássico de rivalidade regional explícita, mas cada ponto era ouro puro na disputa acirrada do torneio, e a expectativa era de um duelo tático, onde a menor falha poderia ser fatal.
A partida começou com a intensidade típica da época: muita marcação no meio-campo, bolas divididas com ferocidade e poucas chances claras. O Azulão, impulsionado por sua apaixonada torcida, tentava furar a defesa organizada do Leão do Norte, que contava com o jovem e promissor Paulinho McLaren no ataque e a combatividade de Boiadeiro no meio. O goleiro Neneca, do Comercial, mostrou segurança em algumas investidas do time da casa, enquanto a zaga do São Bento, comandada pela experiência, mantinha a retaguarda segura.
Mas, no segundo tempo, a perspicácia prevaleceu. Por volta dos 25 minutos, em uma jogada rápida pelo flanco direito, a bola foi alçada na área. Após um leve desvio, o atacante **Gatão**, com faro apurado, se antecipou à defesa e, com um toque sutil e letal, mandou a bola para o fundo das redes, explodindo o Waldirão. O gol solitário selou a vitória por 1 a 0, um triunfo suado que lavou a alma dos torcedores e solidificou a campanha do time no Paulistão daquele ano. Uma noite de glória azul e branca no interior paulista.
A partida começou com a intensidade típica da época: muita marcação no meio-campo, bolas divididas com ferocidade e poucas chances claras. O Azulão, impulsionado por sua apaixonada torcida, tentava furar a defesa organizada do Leão do Norte, que contava com o jovem e promissor Paulinho McLaren no ataque e a combatividade de Boiadeiro no meio. O goleiro Neneca, do Comercial, mostrou segurança em algumas investidas do time da casa, enquanto a zaga do São Bento, comandada pela experiência, mantinha a retaguarda segura.
Mas, no segundo tempo, a perspicácia prevaleceu. Por volta dos 25 minutos, em uma jogada rápida pelo flanco direito, a bola foi alçada na área. Após um leve desvio, o atacante **Gatão**, com faro apurado, se antecipou à defesa e, com um toque sutil e letal, mandou a bola para o fundo das redes, explodindo o Waldirão. O gol solitário selou a vitória por 1 a 0, um triunfo suado que lavou a alma dos torcedores e solidificou a campanha do time no Paulistão daquele ano. Uma noite de glória azul e branca no interior paulista.