Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

Na noite gélida de 29 de maio de 1985, o Pacaembu, sob a iluminação artificial que testemunhou tantas epopeias, fervilhava para mais um capítulo do Campeonato Paulista. De um lado, o Corinthians, gigante eterno, que, mesmo após a saída de figuras como Sócrates e Casagrande, mantinha sua constelação com o retorno do maestro Zenon, a liderança imortal de Wladimir e a raça incansável de Biro-Biro, além da experiência de Serginho Chulapa no ataque e a juventude de Dunga no meio. Do outro, a ascendente Inter de Limeira, uma equipe do interior que já dava mostras de seu potencial, com nomes como o artilheiro Kita e o talentoso Albéris, prenunciando a glória que a aguardava no ano seguinte.

O jogo, que iniciou às 21h30, começou com o Timão impondo seu ritmo. Logo aos 11 minutos do primeiro tempo, o ícone Wladimir, em uma de suas raras investidas ofensivas de puro oportunismo, abriu o placar, levando a Fiel ao delírio. A Inter, contudo, não se intimidou. Aos 36, Albéris, mostrando a letalidade do time do interior, encontrou as redes e silenciou momentaneamente o Pacaembu. O empate, porém, durou pouco. Apenas quatro minutos depois, o camisa 10 Zenon, com sua inteligência e precisão cirúrgica, recolocou o Corinthians à frente, em um lance que beirou a perfeição.

No segundo tempo, a Inter lutou para reagir, mas o meio-campo corintiano, com Dunga e Biro-Biro, controlava a partida. Aos 18 minutos da etapa final, foi justamente o incansável Biro-Biro quem selou a vitória alvinegra, com um gol que representava a garra corintiana. O placar de 3 a 1 foi um triunfo convincente para o Corinthians, mas também um lembrete do valor da Inter de Limeira, que, em breve, faria história no futebol paulista.