Rua Javari - São Paulo, SP
Sobre a Partida
A tarde de sábado, 22 de junho de 1985, prometia a emoção característica do Campeonato Paulista na icônica Rua Javari. O Juventus, o querido "Moleque Travesso" da Mooca, recebia o aguerrido São Bento de Sorocaba em um confronto que valia mais do que três pontos: valia o orgulho de um Paulistão implacável. Com a bola pesada e o gramado úmido, os grenás, sob o comando do goleiro Gatão e com a força de Miro e Bira na linha, buscavam impor seu ritmo. Mas o Azulão de Sorocaba, conhecido por sua garra, tinha outros planos. Com a solidez defensiva do zagueiro Chicão e a inteligência de Ademir no meio, o São Bento neutralizava as investidas juventinas. O jogo arrastava-se em um empate sem gols, tenso e equilibrado, até que, no segundo tempo, a história foi escrita. Em um contra-ataque fulminante, um lance de pura astúcia, o atacante Tarcísio do São Bento recebeu na entrada da área. Com um drible seco, tirou um defensor da jogada e desferiu um chute cruzado indefensável, fazendo a bola beijar a rede. O silêncio na Javari foi ensurdecedor, logo substituído pelo desespero da torcida. O Juventus se lançou ao ataque com veemência, mas a muralha sorocabana se ergueu. O apito final confirmou a vitória magra, mas heroica, do São Bento por 1 a 0. Um resultado que ecoou em Sorocaba como um feito e deixou a Mooca em lamentação, lembrando que no Paulistão, a zebra sempre encontra um caminho.