Jaime Cintra - Jundiaí, SP

Sobre a Partida

A tarde de 22 de junho de 1985 no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí, prometia faíscas e emoção. Pelo Campeonato Paulista, o Paulista Futebol Clube, o Galo da Japi, recebia o América-SP, o Diabo de Rio Preto, em um confronto crucial pela fase de grupos. A torcida local, que lotava as arquibancadas, esperava ver sua equipe somar pontos valiosos em casa contra um adversário sempre aguerrido do interior paulista.

O jogo foi um verdadeiro embate tático, com o meio-campo sendo o palco principal da disputa. O maestro Gérson, pelo Paulista, tentava ditar o ritmo, enquanto o incansável Nívio, no América, travava batalhas incessantes pela posse de bola. As chances de gol não foram abundantes, mas as que surgiram foram dramáticas. No primeiro tempo, o goleiro Marco Antônio, do Paulista, operou um verdadeiro milagre ao desviar com a ponta dos dedos um chute certeiro de Marinho, que parecia ter endereço certo. Já na etapa final, a torcida do América prendeu a respiração quando uma cabeçada poderosa de Dema, após cruzamento preciso de Dina, explodiu no travessão de Maurício, para alívio do arqueiro riopretense.

Apesar da entrega e da busca incessante pelo gol que mudaria o placar, as defesas prevaleceram. O apito final do árbitro selou um empate sem gols, um 0 a 0 que, embora deixasse um sabor amargo para o Paulista, foi um ponto suado e valoroso para o América fora de casa. Um resultado que refletia a solidez defensiva de ambas as equipes naquele Paulistão e a garra típica dos times do interior que lutavam por cada palmo do campo.