Bento de Abreu - Marília, SP
Sobre a Partida
Na tarde quente de 18 de agosto de 1985, o Estádio Bento de Abreu, em Marília, fervilhava para mais um capítulo da intensa rivalidade do interior paulista. O Marília Atlético Clube, o "Tigre", recebia o XV de Piracicaba, o "Nhô Quim", em uma partida válida pelo sempre disputado Campeonato Paulista. Não era apenas um jogo, mas um embate de tradições e de busca por preciosos pontos na tabela, num torneio que consagraria o São Paulo FC.
Desde o apito inicial, a tônica foi a entrega total. O Marília, impulsionado por sua torcida, tentava furar a defesa piracicabana. O zagueiro Bordon mostrava segurança na retaguarda mariliense, enquanto no ataque, a velocidade de Didi e o oportunismo de Betão causavam arrepios. Houve um lance memorável quando Didi, após linda jogada pela direita, chutou forte, exigindo uma defesa espetacular do goleiro do XV, arrancando um "uhhh" coletivo da arquibancada.
Do outro lado, o XV não se intimidava. Com o maestro Nardela orquestrando o meio-campo e a astúcia de Dema no ataque, o Nhô Quim respondia com perigo. Uma cabeçada potente de Hélio, após cobrança de escanteio de Nardela, carimbou a trave de Pinduca, que já estava batido no lance, levando ao desespero a pequena, mas vibrante, torcida visitante.
O 0 a 0 final, apesar de frustrante para quem esperava gols, foi um retrato fiel da batalha tática e da garra de ambos os times. Ambas as defesas se mostraram intransponíveis, e os ataques, embora criativos, esbarraram em grandes atuações individuais e na falta de um golpe de sorte. Um ponto para cada lado, que na disputa acirrada do Paulistão, podia significar muito ao final do campeonato.
Desde o apito inicial, a tônica foi a entrega total. O Marília, impulsionado por sua torcida, tentava furar a defesa piracicabana. O zagueiro Bordon mostrava segurança na retaguarda mariliense, enquanto no ataque, a velocidade de Didi e o oportunismo de Betão causavam arrepios. Houve um lance memorável quando Didi, após linda jogada pela direita, chutou forte, exigindo uma defesa espetacular do goleiro do XV, arrancando um "uhhh" coletivo da arquibancada.
Do outro lado, o XV não se intimidava. Com o maestro Nardela orquestrando o meio-campo e a astúcia de Dema no ataque, o Nhô Quim respondia com perigo. Uma cabeçada potente de Hélio, após cobrança de escanteio de Nardela, carimbou a trave de Pinduca, que já estava batido no lance, levando ao desespero a pequena, mas vibrante, torcida visitante.
O 0 a 0 final, apesar de frustrante para quem esperava gols, foi um retrato fiel da batalha tática e da garra de ambos os times. Ambas as defesas se mostraram intransponíveis, e os ataques, embora criativos, esbarraram em grandes atuações individuais e na falta de um golpe de sorte. Um ponto para cada lado, que na disputa acirrada do Paulistão, podia significar muito ao final do campeonato.