Alfredo de Castilho - Bauru, SP

Sobre a Partida

Era uma tarde típica de inverno paulista em Bauru, 18 de agosto de 1985. O Estádio Alfredo de Castilho, o "Alfredão", pulsava com a expectativa da torcida noroestina, sedenta por uma vitória no Campeonato Paulista que pudesse afastar de vez qualquer fantasma da zona de rebaixamento. Do outro lado, o Santo André, aguerrido, também buscava preciosos pontos para respirar na competição. Não era um clássico, mas a importância dos pontos transformava o embate em uma batalha tática e física.

O primeiro tempo foi um jogo de xadrez, com marcação forte e poucas chances claras. Dema, craque do Noroeste, tentava organizar o meio-campo, enquanto a defesa do Santo André, comandada pelo experiente Celso, se mostrava intransponível. O goleiro Piter, do Noroeste, foi pouco exigido, assim como Lédio, do Ramalhão.

Aos 20 minutos do segundo tempo, o grito entalado na garganta da Fúria Vermelha explodiu. Em uma jogada de pura insistência e talento individual, o atacante Reinaldo do Noroeste, recebeu a bola na intermediária, driblou um marcador e, da entrada da área, desferiu um chute rasteiro e preciso, sem chances para o goleiro do Santo André. 1 a 0!

Os minutos finais foram de pura agonia. O Santo André se lançou ao ataque, com Jorginho buscando o empate, mas a retaguarda do Noroeste resistiu bravamente, defendendo com unhas e dentes. O apito final do árbitro foi um alívio eufórico. Uma vitória magra, mas gigantesca para o Norusca, que somava dois pontos vitais, mantendo acesa a chama de sua jornada no Paulistão de 85.