Pacaembu - São Paulo, SP

Sobre a Partida

No calor de uma tarde de domingo, 1º de setembro de 1985, o Estádio do Pacaembu era palco de um embate que, à primeira vista, parecia desigual, mas se provaria uma verdadeira prova de nervos. O Corinthians, com sua constelação de talentos como o paredão Carlos, a elegância de Wladimir, a garra de Dunga, a maestria de Zenon e o faro de gol de Serginho Chulapa, recebia o aguerrido Noroeste de Bauru, que vinha para São Paulo sem nada a perder e com a disposição de complicar a vida do Timão pelo Campeonato Paulista.

A partida se desenrolou sob uma tensão crescente. O Noroeste, com o goleiro Miro em tarde inspirada e uma defesa bem postada com nomes como Dorival e Celso, conseguia conter as investidas corintianas. As tabelas de Zenon, as arrancadas de Wladimir e a presença de área de Serginho Chulapa encontravam um muro vermelho e branco, teimosamente resistente. O tempo passava, e a frustração começava a rondar as arquibancadas lotadas, o 0 a 0 parecia uma sina.

Mas o futebol, em sua essência mais dramática, reserva os grandes momentos para os instantes finais. Aos 38 minutos do segundo tempo, quando o empate parecia inevitável e a esperança diminuía, um lance de pura garra e oportunismo rompeu o silêncio. O incansável Biro-Biro, o 'Guerreiro' do meio-campo, apareceu com seu faro de gol característico em meio à confusão na área e mandou a bola para o fundo das redes, explodindo o Pacaembu em êxtase. Um gol suado, sofrido, mas que garantiu a vitória por 1 a 0 para o Corinthians, mantendo acesa a chama da esperança no Paulistão de 1985. Naquele dia, Biro-Biro foi o herói de uma batalha tática.