Sobre a Partida

Em uma noite de 18 de setembro de 1985, o Estádio do Canindé pulsava com a expectativa de mais uma rodada do acirrado Campeonato Paulista. A Portuguesa de Desportos, com sua camisa rubro-verde vibrante e sob o comando do veterano zagueiro Luís Pereira, recebia o aguerrido Paulista de Jundiaí. A Lusa, que contava com a habilidade de Edu Marangon no meio-campo e o faro de gol de Pinga, buscava consolidar sua posição entre os grandes, enquanto o time do interior, com sua tradicional bravura, sonhava em arrancar pontos preciosos na capital.

O confronto foi um verdadeiro embate tático, marcado por lances ríspidos e momentos de brilhantismo individual. A rede só balançaria na segunda etapa, e de forma dramática. Aos 77 minutos, em um contra-ataque fulminante que pegou a defesa da Lusa de surpresa, Edevaldo, do Paulista, calou o Canindé com um chute preciso, abrindo o placar. O desespero começava a tomar conta das arquibancadas, mas a Portuguesa não se entregou. Apenas cinco minutos depois, aos 82, Pinga, um dos artilheiros da Lusa na temporada, recebeu na entrada da área, girou sobre o marcador e desferiu um tiro certeiro que estufou as redes, explodindo a torcida em alívio. O empate em 1 a 1, um placar justo pela garra de ambos os lados, deixou a Portuguesa com o amargo sabor de dois pontos perdidos em casa, e o Paulista com a sensação de uma batalha heroica travada no coração da capital.