Vila Belmiro - Santos, SP

Sobre a Partida

A Vila Belmiro, palco de tantas glórias santistas, era o cenário de uma tarde de quarta-feira, 18 de setembro de 1985, que prometia ser mais um passo tranquilo no Campeonato Paulista. O Santos de Marolla, Dunga e o maestro Pita recebia o aguerrido Santo André, que, apesar de não ter o mesmo peso de camisa, chegava disposto a complicar a vida do Peixe.

E a previsão se confirmou: o Ramalhão armou um ferrolho defensivo, frustrando as investidas do alvinegro praiano. A torcida começava a demonstrar impaciência com a falta de espaços e a ineficácia dos ataques santistas. Era uma batalha de Davi contra Golias, onde a determinação do menor parecia conter a força do gigante.

Mas, aos 36 minutos do primeiro tempo, em um lampejo de esperança, Serginho Dourado quebrou o gelo. Um lance de oportunismo, talvez um rebote ou uma jogada bem trabalhada que furou a muralha do Santo André, finalmente balançou as redes. O gol solitário lavou a alma dos santistas e trouxe um respiro de alívio ao time.

No segundo tempo, a tônica se manteve: Santos buscando ampliar, Santo André resistindo com unhas e dentes. O placar mínimo persistiu até o apito final, garantindo uma vitória apertada, mas vital, por 1 a 0 para o Santos. Não foi um espetáculo, mas foi a demonstração de que, no Paulista, cada ponto era conquistado com suor e sacrifício.