Jaime Cintra - Jundiaí, SP

Sobre a Partida

Uma tarde de domingo, 13 de outubro de 1985, viu um clássico do interior paulista no Estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. O Paulista, o Galo da Japi, recebia o Santo André, o Ramalhão, em um confronto crucial pelo Campeonato Paulista. A rivalidade era palpável, com ambos os times lutando por um lugar mais confortável na tabela, distantes da temida zona de rebaixamento e sonhando com algo maior. A vitória era imperativa para as duas equipes, que representavam a força do futebol do interior naquele concorrido certame estadual.

O jogo foi tenso e tático desde o apito inicial. Muita marcação no meio-campo e poucas chances claras no primeiro tempo, com o Santo André, conhecido por sua solidez defensiva e pela garra de seus jogadores, segurando o ímpeto do Galo. A torcida jundiaiense, impaciente, empurrava seu time. Mas na segunda etapa, a persistência do Paulista foi recompensada. Por volta dos 20 minutos, um lance de pura garra. Após um cruzamento preciso da direita, o meia Beto, um dos destaques do time e que viria a se tornar um símbolo de raça no clube, subiu mais alto que a zaga adversária e cabeceou com força, sem chances para o goleiro do Ramalhão. O Jayme Cintra explodiu em festa!

O 1 a 0 incandesceu a partida. O Santo André foi para cima, buscando o empate com fervor, criando lances de perigo. Contudo, o jovem goleiro Zetti, ainda em início de carreira, mas já mostrando reflexos impressionantes, fez pelo menos duas defesas espetaculares, garantindo a vantagem do Paulista. O apito final trouxe alívio e euforia. Uma vitória magra, mas suada, que valeu muito mais que três pontos na moral do time e no coração da torcida jundiaiense, reafirmando a força do Galo em seu caldeirão.