Bento de Abreu - Marília, SP
Sobre a Partida
Em um domingo de outono paulista, 20 de outubro de 1985, o Estádio Bento de Abreu, em Marília, testemunhou um embate de nervos entre o time da casa, o Marília Atlético Clube, e o aguerrido Santo André. Era uma rodada crucial do Campeonato Paulista, e para estes dois clubes, distantes dos holofotes dos grandes da capital, cada ponto era ouro na luta contra o rebaixamento ou por uma melhor posição na tabela intermediária.
O placar, teimosamente estagnado no 0 a 0, não refletia a intensidade da partida. O 'Ramalhão' de Santo André, com a solidez defensiva liderada pelo experiente zagueiro Nelsinho, soube conter as investidas do 'Tigre' mariliense. Do outro lado, a torcida local prendeu a respiração em pelo menos duas ocasiões. No primeiro tempo, um chute potente de Toninho Paraná, do Marília, explodiu na trave de Carlos Pracidelli, goleiro do Santo André, fazendo o alambrado vibrar.
Na etapa final, foi a vez do Santo André assustar, com Zezinho sendo travado no último instante por uma recuperação heroica do zagueiro Giba, do MAC, dentro da pequena área. O meio-campo virou um campo de batalha, com Adílson pelo Santo André e Pedrinho pelo Marília duelando incansavelmente pela posse. A rivalidade modesta, mas palpável, entre dois clubes do interior e da Grande São Paulo, transformou cada dividida em um desafio de honra.
No apito final do árbitro, o silêncio resignado dos marilienses se misturou ao alívio dos visitantes. Um empate sem gols, mas repleto de emoção e de significado para a campanha de ambos em um Paulista tão competitivo. Pontos conquistados na raça, na base da tática e da defesa implacável.
O placar, teimosamente estagnado no 0 a 0, não refletia a intensidade da partida. O 'Ramalhão' de Santo André, com a solidez defensiva liderada pelo experiente zagueiro Nelsinho, soube conter as investidas do 'Tigre' mariliense. Do outro lado, a torcida local prendeu a respiração em pelo menos duas ocasiões. No primeiro tempo, um chute potente de Toninho Paraná, do Marília, explodiu na trave de Carlos Pracidelli, goleiro do Santo André, fazendo o alambrado vibrar.
Na etapa final, foi a vez do Santo André assustar, com Zezinho sendo travado no último instante por uma recuperação heroica do zagueiro Giba, do MAC, dentro da pequena área. O meio-campo virou um campo de batalha, com Adílson pelo Santo André e Pedrinho pelo Marília duelando incansavelmente pela posse. A rivalidade modesta, mas palpável, entre dois clubes do interior e da Grande São Paulo, transformou cada dividida em um desafio de honra.
No apito final do árbitro, o silêncio resignado dos marilienses se misturou ao alívio dos visitantes. Um empate sem gols, mas repleto de emoção e de significado para a campanha de ambos em um Paulista tão competitivo. Pontos conquistados na raça, na base da tática e da defesa implacável.