Moisés Lucarelli - Campinas, SP
Sobre a Partida
No caldeirão do Moisés Lucarelli, em Campinas, o dia 3 de novembro de 1985 testemunhou um embate clássico do Campeonato Paulista, um "Dérbi Campineiro" com pitadas de rivalidade alvinegra, entre a briosa Ponte Preta e o gigante Corinthians. A Macaca, liderada pela experiência do goleiro Waldir Peres, queria usar o fator casa para surpreender um Timão que, mesmo sem o Doutor Sócrates, ainda contava com a maestria de Zenon no meio-campo e a artilharia oportunista de Serginho Chulapa no ataque. O palco estava montado para a emoção, mas o destino reservaria um roteiro de forte marcação e defesas intransponíveis.
Desde o apito inicial, a tônica foi de muita disputa no meio-campo. A Ponte, com a garra de Toninho Carlos na zaga e a velocidade de Catatau, buscou explorar os contra-ataques, enquanto o Corinthians, impulsionado pela incansável raça de Biro-Biro, tentava envolver a defesa adversária com a precisão dos passes de Zenon. Houve lances de tirar o fôlego: Chulapa, em pelo menos duas ocasiões, por pouco não abriu o placar, parando em defesas milagrosas de Waldir Peres, que parecia ter olhos nas costas. Do outro lado, Dida, o goleiro corintiano, também foi exigido, defendendo um chute perigoso de Zé Mário e um cabeceio de Catatau que beijou a trave. O 0 a 0 final, longe de ser monótono, refletiu uma batalha tática onde a solidez defensiva prevaleceu, deixando um gosto agridoce de oportunidade perdida para ambos, mas garantindo um ponto precioso na corrida pelo título paulista.
Desde o apito inicial, a tônica foi de muita disputa no meio-campo. A Ponte, com a garra de Toninho Carlos na zaga e a velocidade de Catatau, buscou explorar os contra-ataques, enquanto o Corinthians, impulsionado pela incansável raça de Biro-Biro, tentava envolver a defesa adversária com a precisão dos passes de Zenon. Houve lances de tirar o fôlego: Chulapa, em pelo menos duas ocasiões, por pouco não abriu o placar, parando em defesas milagrosas de Waldir Peres, que parecia ter olhos nas costas. Do outro lado, Dida, o goleiro corintiano, também foi exigido, defendendo um chute perigoso de Zé Mário e um cabeceio de Catatau que beijou a trave. O 0 a 0 final, longe de ser monótono, refletiu uma batalha tática onde a solidez defensiva prevaleceu, deixando um gosto agridoce de oportunidade perdida para ambos, mas garantindo um ponto precioso na corrida pelo título paulista.