Sobre a Partida
O ano de 1950, um ano de luto e reconstrução para o futebol italiano. Menos de um ano após a tragédia de Superga dizimar o Grande Torino, espinha dorsal da seleção, a Itália, bicampeã mundial, desembarcava no Brasil com a alma partida e o coração pesado. Sua estreia no Grupo 3 da Copa do Mundo foi um doloroso revés contra a Suécia, selando precocemente seu destino. Era 2 de julho de 1950, no Estádio Ilha do Retiro, em Recife. Sob o sol pernambucano, a Squadra Azzurra, já eliminada da disputa pela fase final, enfrentava o aguerrido Paraguai em busca de dignidade. Não havia mais glória a ser conquistada no torneio, apenas a honra de defender o escudo, um grito de resiliência em meio à dor. O jogo foi um embate de orgulho. Aos 12 minutos do primeiro tempo, Riccardo Carapellese, um dos poucos sobreviventes daquela geração dourada que escapou ao desastre, rompeu a defesa paraguaia com um toque de classe, abrindo o placar. A tensão era palpável; a cada drible, a cada desarme, a memória dos ausentes parecia ecoar. No segundo tempo, foi a vez de Egisto Pandolfini ampliar, aos 62 minutos, selando a vitória italiana por 2 a 0. Não foi o retorno triunfal que a nação sonhava, mas foi um respiro, um aceno de que a grande Itália, ainda que ferida, jamais se renderia. Um adeus melancólico, mas com a cabeça erguida, a um torneio que deveria ser a coroação de uma era, mas se tornou o epitáfio de outra.
Gols
12'
Carapellese
62'
Pandolfini
Escalações
Itália
Titulares
-
Amadei
ATA
-
Ferruccio Novo
TEC
-
Muccinelli
ATA
-
Mari
MEI
-
Cappello
ATA
-
Pandolfini
ATA
-
Moro
GOL
-
Blason
DEF
-
Remondini
DEF
-
Furiassi
DEF
-
Fattori
MEI
-
Carapellese
ATA
Paraguai
Titulares
-
Lopez
ATA
-
Unzaim
ATA
-
Saguier
ATA
-
Vargas
GOL
-
Gavilan
MEI
-
Atilio Lopez
ATA
-
Cespedes
DEF
-
Cantero
MEI
-
Avalos
ATA
-
Manuel Solic
TEC
-
Gonzalito
DEF
-
Leguizamon
MEI
Arbitragem
Árbitro
A Ellis
Árbitro
A Ellis
Árbitro
A Ellis