Sobre a Partida
Junho de 1978, em Mar del Plata, Argentina. A Seleção Brasileira pisava no gramado sob um fardo pesado de expectativas e frustrações. Após dois empates mornos contra Suécia e Espanha, a "Máquina" de Telê, ou melhor, de Cláudio Coutinho, parecia emperrada. Do outro lado, a surpreendente Áustria, já classificada e líder do Grupo 3, jogava com a leveza de quem já havia cumprido sua missão, liderada pelo artilheiro Hans Krankl e o cerebral Herbert Prohaska.
Era um jogo de vida ou morte para o Brasil. A torcida cobrava o "futebol-arte", mas via um time pragmático, que priorizava a solidez defensiva de jogadores como Leão e Oscar. A angústia pairava no ar. Rivelino, o veterano, tentava armar, e Zico, ainda não no seu auge após lesão, buscava espaços.
O empate não servia. Foi então que Cláudio Coutinho apostou. No segundo tempo, aos 40 minutos (85' de jogo), em uma cobrança de escanteio perfeita de Jorge Mendonça, Roberto Dinamite, o artilheiro implacável do Vasco que havia entrado no lugar de Gil, subiu mais alto que a zaga austríaca e cabeceou para o fundo das redes.
Um grito de alívio ecoou pelo Estádio Mundialista. O 1 a 0, magro mas vital, garantiu a classificação brasileira para a segunda fase. Não foi o "Joga Bonito" que o mundo esperava, mas foi a vitória da raça e da inteligência tática, que manteve vivo o sonho do tetra, ainda que o caminho se anunciasse árduo e cheio de controvérsias.
Era um jogo de vida ou morte para o Brasil. A torcida cobrava o "futebol-arte", mas via um time pragmático, que priorizava a solidez defensiva de jogadores como Leão e Oscar. A angústia pairava no ar. Rivelino, o veterano, tentava armar, e Zico, ainda não no seu auge após lesão, buscava espaços.
O empate não servia. Foi então que Cláudio Coutinho apostou. No segundo tempo, aos 40 minutos (85' de jogo), em uma cobrança de escanteio perfeita de Jorge Mendonça, Roberto Dinamite, o artilheiro implacável do Vasco que havia entrado no lugar de Gil, subiu mais alto que a zaga austríaca e cabeceou para o fundo das redes.
Um grito de alívio ecoou pelo Estádio Mundialista. O 1 a 0, magro mas vital, garantiu a classificação brasileira para a segunda fase. Não foi o "Joga Bonito" que o mundo esperava, mas foi a vitória da raça e da inteligência tática, que manteve vivo o sonho do tetra, ainda que o caminho se anunciasse árduo e cheio de controvérsias.
Gols
40'
Roberto Dinamite
Escalações
Seleção Brasil
Titulares
-
Amaral
DEF
-
Toninho Cerezo
MEI
-
Rodrigues Neto
MEI
-
Jorge Mendonça
MEI
-
Gil
ATA
-
Dirceu
MEI
-
Toninho Baiano
LAT
-
Cláudio Coutinho
TEC
-
Roberto Dinamite
ATA
-
Batista
MEI
-
Oscar
DEF
-
Emerson Leão
GOL
Reservas
-
Zico
MEI
-
Chicão
MEI
Áustria
Titulares
-
Krieger
MEI
-
Kreuz
MEI
-
Hickersberger
MEI
-
Breitenberger
DEF
-
Sara
DEF
-
Senekowitsch
TEC
-
Krankl
ATA
-
Jara
MEI
-
Prohaska
MEI
-
Pezzey
DEF
-
Obermayer
DEF
-
Koncilia
GOL
Reservas
-
Weber
MEI
-
Happich
MEI
Arbitragem
Árbitro
Robert Wurtz