Sobre a Partida
Na fria noite de 7 de fevereiro de 1979, o Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, pulsava com a expectativa de mais uma batalha pelo Campeonato Paulista de 1978, um torneio que se arrastava para os seus momentos derradeiros. O São Bento, valente representante do interior, recebia o América de São José do Rio Preto em um confronto direto por posições na tabela. O Azulão, com a garra de jogadores como Nelsinho e a liderança de Gatãozinho, buscava impor-se em casa. A partida foi um duelo tático intenso, com as defesas prevalecendo no início. Contudo, a torcida sorocabana explodiu de alegria quando o atacante Adilson, em um lance de oportunismo, abriu o placar para o São Bento, levando o CIC ao delírio. A vantagem parecia consolidada, mas o América-SP, que contava com a velocidade de Barrinha e a visão de jogo de Nei, não se entregaria. O Diabo da Arara, impulsionado por sua conhecida combatividade, buscou o empate com Geninho, que aproveitou uma falha na zaga beneditina para deixar tudo igual antes do intervalo. O segundo tempo foi de tirar o fôlego. O São Bento pressionava, mas o goleiro do América, Vágner, operava milagres. Em um contra-ataque fulminante nos minutos finais, a jogada trabalhada entre Barrinha e Nei culminou com um chute certeiro de Luis Carlos, selando a vitória improvável do América-SP por 2 a 1. Um revés amargo para o Azulão, que via os pontos escaparem em casa, e um triunfo heroico para o time de São José do Rio Preto, que celebrava uma virada memorável no coração de Sorocaba.