Sobre a Partida
Era um 13 de julho de 1966, em plena efervescência da Copa do Mundo na Inglaterra. O ar gélido de Birmingham não esfriava a paixão que emanava do Villa Park, palco de um confronto que prometia faíscas: Argentina contra Espanha pelo Grupo 2. A Albiceleste, liderada pelo monumental Antonio Rattín e com a genialidade de Ermindo Onega, trazia consigo a fama de um futebol aguerrido, por vezes implacável. Do outro lado, a "Fúria", com a velocidade estonteante de Francisco Gento e a combatividade de Pirri, buscava afirmar seu talento técnico. O embate era uma verdadeira xadrez tático, com o meio-campo sendo o epicentro da disputa. A tensão crescia a cada minuto, e o placar teimava em zero a zero até a etapa final. Foi então que o centroavante Luis Artime, com seu instinto matador, rompeu a muralha espanhola aos 65 minutos, um golo que incendiou as bancadas e o jogo. A reação espanhola não tardou: Pirri, com a astúcia de um veterano, restabeleceu a igualdade aos 71, jogando um balde de água fria nas celebrações argentinas. O desespero era palpável. Mas a Argentina, com sua resiliência característica, não se deu por vencida. Aos 77 minutos, Onega, em um lance de puro talento e precisão, desferiu o golpe fatal: 2 a 1. A vitória selou um triunfo crucial para a Argentina, um marco na sua jornada rumo às quartas de final e um lembrete vívido da intensidade e drama daquela Copa do Mundo. A Argentina se impunha, com garra e talento, sobre a forte equipe europeia.
Gols
65'
Artime
67'
Pirri
79'
Artime
Escalações
Argentina
Titulares
-
Albrecht
MEI
-
Onega
MEC
-
Jorge Solari
MEC
-
Juan Carlos Lorenzo
TEC
-
Perfumo
ZAD
-
Gonzalez
ATA
-
Artime
ATA
-
Más
ATA
-
Marzolini
DEF
-
Roma
GOL
-
Rattin
MEI
-
Ferreiro
MEI
Espanha
Titulares
-
Suarez
MEI
-
Peiro
ATA
-
Gento
ATA
-
Eladio
DEF
-
Pirri
MEI
-
Del Sol
MEI
-
Gallego
MEI
-
Zoco
MEI
-
Sanchis
DEF
-
Iribar
GOL
-
José Villalonga
TEC
-
Espanhol
ATA
Arbitragem
Árbitro
Rumentchev